Quase três anos sem uma única publicação.
Preguiça, outras prioridades, Facebook....
Sim, Facebook. De alguma forma ficou mais fácil aproveitar as inúmeras visitas diárias para lá fazer publicações.
Originais? Nah!... partilhadas de outras pessoas e fontes, como quem baralha e torna a dar um baralho de imagens, videos, músicas, frases, pensamentos e "charges", uma salada russa de coisas que me pareceram interessantes de partilhar. Afinal, "nada se cria, tudo se copia".
Mesmo assim, ainda consegui publicar algumas coisas minhas, no meio de tantas partilhas.
E este blog cá ficou. Adormecido, como repositório de memórias de outros tempos.
Tempos esses que mudam! O "Face", estrela do firmamento das redes sociais, está cada vez mais decadente. As minhas visitas são cada vez mais raras, e cada uma me retira um pouco da vontade de lá regressar.
Ofuscado pelos Instagram's da vida, o Facebook é um excelente exemplo de como o ótimo pode matar rapidamente o bom. Tantas "melhorias" nos últimos tempos conseguiram finalmente transformar o cachorrinho alegre e saltitante num vira-lata obeso e pulguento...
Por isso, e antes que o FaceBook siga os passos do Orkut, resolvi recuperar alguns dos meus escritos e colocá-los aqui. Aqui, de onde nunca deveriam ter saído.
Começarei re-publicando algumas coisas que ainda estão no face, mesclando com coisas recentes e originais, se a tanto me ajudar a minha leda musa...
Mostrar mensagens com a etiqueta Kahlix. Mostrar todas as mensagens
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sexta-feira, setembro 14, 2018
Sapato Não....
A Van parou na saída de Trancoso.
Sou arrancado das minhas divagações, curioso da razão da paragem. Afinal apenas um casal de idosos que chegara ao seu destino.
Enquanto espero, olho pela janela.
Repentinamente a minha atenção centra-se num jovem imberbe sentado num tronco de árvore à beira da estrada. De uniforme escolar e perna traçada, luta com o cardaço de um dos seus ténis azuis imaculados, combinando com o uniforme impecavelmente limpo.
Simultaneamente, a mão livre tenta extrair algo da sua mochila lotada, também azul.
Após longos segundos, eis que o cobiçado prêmio sai da mochila. Um par de havaianas, surradas e com ar de já terem percorrido muitas milhas.
Rapidamente o jovem enfiou os pés nelas, com um ar de infinito alívio.
Não pude deixar de pensar numa cena da novela "Gabriela Cravo e Canela" do saudoso Jorge Amado, onde a protagonista dizia:
- "Sapato, não, seu Nacib!"...
domingo, maio 10, 2015
Dia da Mãe
Hoje é Dia da Mãe no Brasil.A data é celebrada aqui no segundo Domingo de Maio.
Noutros países, como Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, celebra-se no primeiro Domingo deste mês.
O mais importante mesmo é que Mãe não tem dia.
Sempre estão nas nossas vidas para nos proteger, mimar, secar nossas lágrimas, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
E quando um dia deixam de estar, aí é que damos valor.
Por isso não esperem o Dia das Mães para amar as vossas.
Toda a mãe gosta de receber um presente. Um abraço, um beijo, um carinho, um telefonema a saber como está, têm um preço infinitamente pequeno comparado com o que valem.
E pode ser todos os dias. Elas não vão enjoar...
Feliz dia, todas as mães do mundo!
Feliz dia, Mãe! Amo-te muito!!! Sempre.
domingo, maio 23, 2010
Eça de Queiroz sempre actual
Em 1872, n'As Farpas, Eça de Queiroz escrevia:
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e Portugal".
É impressionante a actualidade deste artigo. Aliás, os escritos do Eça deixam-me sempre a ideia de que poderia ser um comentador político actual, mas de qualidade superior aos que infelizmente estamos habituados.
Afinal, a conclusão só pode ser uma:
Os nossos políticos já estão mortos há mais dum século sem que ninguém os tenha avisado...
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e Portugal".
É impressionante a actualidade deste artigo. Aliás, os escritos do Eça deixam-me sempre a ideia de que poderia ser um comentador político actual, mas de qualidade superior aos que infelizmente estamos habituados.
Afinal, a conclusão só pode ser uma:
Os nossos políticos já estão mortos há mais dum século sem que ninguém os tenha avisado...
domingo, dezembro 06, 2009
Rápido
Quase um ano sem nada de novo por aqui....
Devia ter vergonha, e tenho.
Falta de tempo, falta de inspiração, não sei.
Tanta coisa que aconteceu...
Grandes alterações, novos rumos, novos peões no jogo da vida.
E um ano que se encerra, marcando uma nova etapa na linha do destino.
Poderia escrever muito mais, mas vai ficar para uma nova oportunidade.
Por agora ficamos assim, à laia de "teaser".
Uma só certeza:
Voltarei!
Devia ter vergonha, e tenho.
Falta de tempo, falta de inspiração, não sei.
Tanta coisa que aconteceu...
Grandes alterações, novos rumos, novos peões no jogo da vida.
E um ano que se encerra, marcando uma nova etapa na linha do destino.
Poderia escrever muito mais, mas vai ficar para uma nova oportunidade.
Por agora ficamos assim, à laia de "teaser".
Uma só certeza:
Voltarei!
terça-feira, março 10, 2009
Travessia
A vida é um mar, e nós não passamos duma pequena canoa numa travessia inexorável rumo ao horizonte.
Raramente esta travessia é solitária. Cruzamo-nos com outras canoas que singram em direcções distintas. Algumas seguem a nossa rota, por vezes muito antes de termos iniciado a nossa viagem, acompanhando-nos, indicando-nos o melhor rumo, alertando-nos das tempestades que se aproximam, fazendo com que a nossa viajem seja menos solitária. Partilham connosco alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, numa rota comum.
Umas, continuarão para lá do nosso horizonte.
Outras, deixam-nos a meio da nossa viagem, atingindo os seus destinos antecipados.
São essas que doem. Deixam um vazio do tamanho do mundo que parece nos querer engolir.
Como no Mar, a água da Vida não pára. O destino da nossa canoa está traçado, e o nosso objectivo definido. A saudade transforma-se lenta e dolorosamente em lembrança, e é ela um dos motores da nossa travessia. Resta-nos apontar a proa ao futuro, e seguir de cara ao vento, preparados para todas as marés que ainda teremos de enfrentar.
Raramente esta travessia é solitária. Cruzamo-nos com outras canoas que singram em direcções distintas. Algumas seguem a nossa rota, por vezes muito antes de termos iniciado a nossa viagem, acompanhando-nos, indicando-nos o melhor rumo, alertando-nos das tempestades que se aproximam, fazendo com que a nossa viajem seja menos solitária. Partilham connosco alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, numa rota comum.
Umas, continuarão para lá do nosso horizonte.
Outras, deixam-nos a meio da nossa viagem, atingindo os seus destinos antecipados.
São essas que doem. Deixam um vazio do tamanho do mundo que parece nos querer engolir.
Como no Mar, a água da Vida não pára. O destino da nossa canoa está traçado, e o nosso objectivo definido. A saudade transforma-se lenta e dolorosamente em lembrança, e é ela um dos motores da nossa travessia. Resta-nos apontar a proa ao futuro, e seguir de cara ao vento, preparados para todas as marés que ainda teremos de enfrentar.
domingo, abril 20, 2008
Cozer Marisco 2
Estamos sempre a aprender.
Há algumas Luas, publiquei aqui uma tabela de tempos de cozedura de marisco. Está em Cozer Marisco, lá mais para baixo. Eis que, um dos nossos leitores atentos, e especialista no assunto, me enviou um reparo que não posso deixar de sublinhar. Aqui ficam os reparos, que estão também no comentário do Ari Cruz:
- a Sapateira e Santola Media (700/1000 Grs) têm o mesmo tempo de cozedura (15 min)
- a Navalheira são 5 min de cozedura
- o Percebe ou Perceve é só levantar fervura!
O resto, está na tabela.
Quanto ao Ari, de quem a contribuição é bem-vinda, não deixarei de lhe fazer uma visita da próxima vez que for para os lados de Portimão.
Quanto ao Ari, de quem a contribuição é bem-vinda, não deixarei de lhe fazer uma visita da próxima vez que for para os lados de Portimão.
sábado, março 15, 2008
Loja de Sonhos
Aguardo.
Oiço o bruaá da rua, retorcido pelos frios corredores até passar a porta como um marejar indefinido, donde saltam palavras vagamente reconhecíveis, desconexas.
Aguardo, e observo. Do meu esconderijo, entre dezenas de artigos vistosos que pendem como estalactites, vejo quem passa em frente à montra.
Namorados de mão dada, crianças em longas correrias, mães e pais de família em passeios rotinados de fim de tarde, circulam com ar de quem o faz como alternativa obrigatória a passar uma tarde no sofá em frente à televisão, com a indiferença da paixão há muito adiada sentada entre eles.
Jovens e menos jovens, sós, aos pares ou em grupos, homens e mulheres, crianças. Gente alegre, gente triste, gente simplesmente.
Anjos, Demónios, sentimentos, tudo desfila em frente à minha loja.
Casais que passam, eles determinados e de passo firme, elas ficando para trás e espiando pelo canto do olho, para logo de seguida em passos rápidos de dança, ladear o marido.
Alguns, param. Miram a montra vistosa, arrumada. Os seus rostos reflectem curiosidade. Trocam olhares cúmplices. Intrigados sobre a utilidade dos artigos expostos, deixam sorrisos de Mona Lisa bailar-lhes nas faces. Eventualmente, entram.
Invadidos pelas cores e aromas exóticos, parecem crianças deslumbradas.
Outros, decididos, franqueiam a porta com a certeza de quem tem a receita de todos os males para aviar.
Trazem histórias de vida sofridas, que trocam por atenção e esperança. Partilham experiências e buscam conselho. Desvendam os segredos mais recônditos. Saem com a leveza de quem se acabou de confessar.
Fico com uma certeza.
Nunca as grandes superfícies irão substituir a lojinha tradicional.
Oiço o bruaá da rua, retorcido pelos frios corredores até passar a porta como um marejar indefinido, donde saltam palavras vagamente reconhecíveis, desconexas.
Aguardo, e observo. Do meu esconderijo, entre dezenas de artigos vistosos que pendem como estalactites, vejo quem passa em frente à montra.
Namorados de mão dada, crianças em longas correrias, mães e pais de família em passeios rotinados de fim de tarde, circulam com ar de quem o faz como alternativa obrigatória a passar uma tarde no sofá em frente à televisão, com a indiferença da paixão há muito adiada sentada entre eles.
Jovens e menos jovens, sós, aos pares ou em grupos, homens e mulheres, crianças. Gente alegre, gente triste, gente simplesmente.
Anjos, Demónios, sentimentos, tudo desfila em frente à minha loja.
Casais que passam, eles determinados e de passo firme, elas ficando para trás e espiando pelo canto do olho, para logo de seguida em passos rápidos de dança, ladear o marido.
Alguns, param. Miram a montra vistosa, arrumada. Os seus rostos reflectem curiosidade. Trocam olhares cúmplices. Intrigados sobre a utilidade dos artigos expostos, deixam sorrisos de Mona Lisa bailar-lhes nas faces. Eventualmente, entram.
Invadidos pelas cores e aromas exóticos, parecem crianças deslumbradas.
Outros, decididos, franqueiam a porta com a certeza de quem tem a receita de todos os males para aviar.
Trazem histórias de vida sofridas, que trocam por atenção e esperança. Partilham experiências e buscam conselho. Desvendam os segredos mais recônditos. Saem com a leveza de quem se acabou de confessar.
Fico com uma certeza.
Nunca as grandes superfícies irão substituir a lojinha tradicional.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Shakesbeer
Imaginem uma cervejaria tipo Trindade ou Portugalia, mas com um chef a sério.
Pois bem, existe! Chama-se Shakesbeer e está no Porto, no Campo Alegre.
Um local bem aprazível, com uma belissima esplanada para quando o tempo o permite, e um estacionamento público a 50 metros.
Os pratos são deliciosos e a apresentação irrepreensível, a tocar o artístico. Mas não temam. Estamos no Norte e como não podia deixar de ser, a quantidade nada tem que ver com as doses homeopáticas da haute cuisine.
Da ementa constam acepipes como o carpaccio de salmão, a minha entrada de eleição, vitela em vinha de alhos ou bacalhau com broa. Para vos dar idéia dos trabalhos em que podemos enveredar, apenas quatro palavrinhas:
Francesinha de Porco Preto.
As sobremesas elevam ainda mais o nível. A mousse de chocolate elaborada com três tipos deste produto, um dos quais branco, é um exemplo. Cuidado para não se babarem no teclado...
O serviço é simpático, e os preços embora médios, não te fazem sentir enganado.
Pois bem, existe! Chama-se Shakesbeer e está no Porto, no Campo Alegre.
Um local bem aprazível, com uma belissima esplanada para quando o tempo o permite, e um estacionamento público a 50 metros.
Os pratos são deliciosos e a apresentação irrepreensível, a tocar o artístico. Mas não temam. Estamos no Norte e como não podia deixar de ser, a quantidade nada tem que ver com as doses homeopáticas da haute cuisine.
Da ementa constam acepipes como o carpaccio de salmão, a minha entrada de eleição, vitela em vinha de alhos ou bacalhau com broa. Para vos dar idéia dos trabalhos em que podemos enveredar, apenas quatro palavrinhas:
Francesinha de Porco Preto.
As sobremesas elevam ainda mais o nível. A mousse de chocolate elaborada com três tipos deste produto, um dos quais branco, é um exemplo. Cuidado para não se babarem no teclado...
O serviço é simpático, e os preços embora médios, não te fazem sentir enganado.
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Feeling Blue
Sinto-me feliz de tristeza. Ou será triste de felicidade?
Eis que janto só, mais uma vez. Sinto falta da minha amada, que gostaria que estivesse aqui comigo. O jantar está a ser preparado, mas as entradas e duas cervejas já lá vão...
Será por isso que me sinto assim? Será isso a causa de estar furiosamente a escrever isto no telemóvel como se não houvesse amanhã (papel e lápis são coisas démodé), enquanto os filetes de polvo convidam o arroz e a salada a virem à minha mesa?
Ataco-os sem piedade assim que chegam.
Mas o bichinho leva-me a interromper o massacre, de duas em duas garfadas, para escrever mais umas linhas... E eles vingam-se arrefecendo furiosamente!
Insisto. Pelo menos enquanto saboreio uns e escrevo outras, não penso na solidão.
Termino com uma pratada de tiramisú. Será que estou carente?
Eis que janto só, mais uma vez. Sinto falta da minha amada, que gostaria que estivesse aqui comigo. O jantar está a ser preparado, mas as entradas e duas cervejas já lá vão...
Será por isso que me sinto assim? Será isso a causa de estar furiosamente a escrever isto no telemóvel como se não houvesse amanhã (papel e lápis são coisas démodé), enquanto os filetes de polvo convidam o arroz e a salada a virem à minha mesa?
Ataco-os sem piedade assim que chegam.
Mas o bichinho leva-me a interromper o massacre, de duas em duas garfadas, para escrever mais umas linhas... E eles vingam-se arrefecendo furiosamente!
Insisto. Pelo menos enquanto saboreio uns e escrevo outras, não penso na solidão.
Termino com uma pratada de tiramisú. Será que estou carente?
terça-feira, outubro 16, 2007
Maria Moranga
Já vos posso ouvir a perguntar o que é...
Nem mais nem menos que um restaurante, muito simpático, ali para os lados da Igreja de Jesus em Lisboa, entre o Príncipe Real e S. Bento.
Apesar de ser dum amigo de infância, sabem que não vos recomendaria se não valesse a pena. E vale!
É não só agradável ao almoço, mas também um local óptimo para jantar com alguém especial.
Os pratos, deliciosos, como o Arroz de Pato no Forno, O Caril de Camarão e a Cachupa, intercalados entre a Farinheira com Ovos Mexidos e as Mousses de Manga ou Chocolate, e a excelente selecção de vinhos, alguns servidos a copo para quem não arranja companhia no momento de degustar o néctar dos Deuses, e acima de tudo, a simpatia e honestidade do serviço, deixam marca.
Para diferenciar, o conceito de ser "Chef Por Um Dia", que vos convido a ver no Blog do Maria Moranga, onde para além disso podem consultar a ementa do dia.
Quanto ao preço, nada que obrigue a agarrar num jornal e ir estacionar uns carros enquanto a cara metade toma o café...
Ah! Já me esquecia. Há um parque público subterrâneo bem pertinho, para deixarem os pópós em segurança.
Um Must!
Kahlix
Nem mais nem menos que um restaurante, muito simpático, ali para os lados da Igreja de Jesus em Lisboa, entre o Príncipe Real e S. Bento.
Apesar de ser dum amigo de infância, sabem que não vos recomendaria se não valesse a pena. E vale!
É não só agradável ao almoço, mas também um local óptimo para jantar com alguém especial.
Os pratos, deliciosos, como o Arroz de Pato no Forno, O Caril de Camarão e a Cachupa, intercalados entre a Farinheira com Ovos Mexidos e as Mousses de Manga ou Chocolate, e a excelente selecção de vinhos, alguns servidos a copo para quem não arranja companhia no momento de degustar o néctar dos Deuses, e acima de tudo, a simpatia e honestidade do serviço, deixam marca.
Para diferenciar, o conceito de ser "Chef Por Um Dia", que vos convido a ver no Blog do Maria Moranga, onde para além disso podem consultar a ementa do dia.
Quanto ao preço, nada que obrigue a agarrar num jornal e ir estacionar uns carros enquanto a cara metade toma o café...
Ah! Já me esquecia. Há um parque público subterrâneo bem pertinho, para deixarem os pópós em segurança.
Um Must!
Kahlix
terça-feira, junho 05, 2007
Porto e Poesia
Janto tranquilamente num pequeno restaurante onde gosto de ir quando estou no Porto.
Subitamente, dou-me conta das vozes que efluem da sala no piso superior. Reparo, em vez do bruáá típico dos lugares públicos, numa voz masculina, cadenciada, aconchegante. As palavras chegam, distantes e claras, aos meus ouvidos.
Escuto com os sentidos divididos entre o que adivinho e a excelente refeição que me trouxe aqui.
Depois, aplausos. Novamente outra voz se faz ouvir, desta vez com o sotaque mais pronunciado, mas igualmente clara. Já não tenho dúvidas. Sou pendura numa sessão de poesia!
E a sessão prolonga-se pelo jantar e noite fora. As palavras embalam-me, relegando o Mário Crespo no seu quadradinho mágico para uma dimensão distante que rápidamente se evapora, temperando o meu repasto e suavizando a minha solidão.
Não sei quem fala, quem vai falar, quem são os convivas. Nem se quer lhes vi as caras. Para mim, são só vozes.
Sei simplesmente que no encanto do Porto, jantar e poesia combinam.
sexta-feira, março 16, 2007
Fim-de-Semana
Adoro o cheiro do fim-de-semana! A que cheira? Sei lá, mas cheira bem! Ainda por cima à sexta-feira…
Cheira às coisas que vou fazer, às que não vou fazer, aos amigos e locais que vou visitar, às idas à praia, ao jardim, ao saltinho ao ginásio, à visita à família, ao livros e jornais, à play station…
À bricolage, às almoçaradas e jantaradas, aos espectáculos, ao futebol, à musica, à brincadeira…
À tarde passada a dormitar em frente à TV, ao cinema, a tudo, e a nada!
Cheira a amor, cheira a amizade…
Se alguém se lembrar de vender uma essência com cheiro de fim-de-semana, vai facturar milhões.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Afinal existe!
No seguimento dum tema aflorado pela Alice no seu excelente Blog, a Toponímia (do Gr. tópos, lugar + ónyma por ónoma, nome), este vosso amigo está em condições de esclarecer que quando dizem de um lugar que fica no "Cu de Judas" (sem conotações políticas), o que afirmam é que ele fica na Ilha de S. Miguel, e que não só existe e tem coordenadas geográficas, como está ainda aberto (se calhar o termo não é muito feliz) para visitas. Aqui fica a imagem da carta militar para que possam constatar com os vossos próprios olhos...


terça-feira, dezembro 12, 2006
Quem te avisa....
quinta-feira, setembro 21, 2006
Telemóveis às dúzias...
Ontem recebi uma mensagem duma amiga minha. Entre outras coisas, fiquei a saber que ela tem outro telemóvel.
Não estou a falar de outro aparelho, uma vez que hoje em dia os telemóveis são tão descartáveis como as pilhas ou os copos de plástico. E se estás convencido que compraste o último grito da tecnologia, esquece! Já saiu um modelo mais leve, mais bonito, mais fino, com mais memória, mais resolução, mais, mais, mais!!! A única certeza com que ficas é que se tivesses esperado mais uma semana tinhas feito melhor negócio.
De volta à minha amiga, fiquei abismado!
Ela, que aqui há alguns anos fugia dos telemóveis como o Diabo da Cruz, com imensas reticências arranjou um. Tratava-o como se fosse um bicho nojento. Quantas vezes ficou o animalzinho inanimado, após longos minutos de pios aflitos, a pedir um carregador para a esgotada bateria…
Depois, lentamente, passaram a olhar-se com desconfiança mútua. Era a fase do “Detesto-te, mas às vezes dás jeito…” Já os carregamentos da bateria aconteciam com muito mais frequência, antes até de qualquer pedido.
Daí para a frente foi o descalabro. Dependência total. Só não ia para o banho com ela, porque não era à prova de água. Mas ficava sentado na borda da banheira a privar com a nudez daqueles momentos privados.
Uma vez, até o seu toque polifónico interrompeu um momento de paixão ardente, e quase provocou a rotura com o namorado porque este insinuou que seria bom desligá-lo de vez em quanto.
E quando o monstrinho se avariou e esteve a arranjar duas semanas?
Ela andava louca! Parecia um dependente químico sem a dose diária de droga… Foi uma TPM de quinze dias, que só acabou quando finalmente o foi levantar aos serviços técnicos.
E agora, Zás! Outro telemóvel! Doutra rede, claro.
Já nada falta para a vermos com os dois dependurados um em cada orelha, como se fosse um par de brincos Hi-Tech.
E o próximo? Da rede que falta? Deve ser o pingente para completar o conjunto. Ainda bem que só temos 3 redes móveis em Portugal…
Razão, tinha o meu Avô alentejano, que da primeira vez que me viu aparecer com um desses brinquedos, na altura ainda mais parecidos com um tijolo que outra coisa, me disse do alto da sua infinita sabedoria:
“- Arranjaste uma coisa dessas?! Nunca mais vais ter sossego!”
De volta à minha amiga, fiquei abismado!
Ela, que aqui há alguns anos fugia dos telemóveis como o Diabo da Cruz, com imensas reticências arranjou um. Tratava-o como se fosse um bicho nojento. Quantas vezes ficou o animalzinho inanimado, após longos minutos de pios aflitos, a pedir um carregador para a esgotada bateria…
Depois, lentamente, passaram a olhar-se com desconfiança mútua. Era a fase do “Detesto-te, mas às vezes dás jeito…” Já os carregamentos da bateria aconteciam com muito mais frequência, antes até de qualquer pedido.
Daí para a frente foi o descalabro. Dependência total. Só não ia para o banho com ela, porque não era à prova de água. Mas ficava sentado na borda da banheira a privar com a nudez daqueles momentos privados.
Uma vez, até o seu toque polifónico interrompeu um momento de paixão ardente, e quase provocou a rotura com o namorado porque este insinuou que seria bom desligá-lo de vez em quanto.
E quando o monstrinho se avariou e esteve a arranjar duas semanas?
Ela andava louca! Parecia um dependente químico sem a dose diária de droga… Foi uma TPM de quinze dias, que só acabou quando finalmente o foi levantar aos serviços técnicos.
E agora, Zás! Outro telemóvel! Doutra rede, claro.
Já nada falta para a vermos com os dois dependurados um em cada orelha, como se fosse um par de brincos Hi-Tech.
E o próximo? Da rede que falta? Deve ser o pingente para completar o conjunto. Ainda bem que só temos 3 redes móveis em Portugal…
Razão, tinha o meu Avô alentejano, que da primeira vez que me viu aparecer com um desses brinquedos, na altura ainda mais parecidos com um tijolo que outra coisa, me disse do alto da sua infinita sabedoria:
“- Arranjaste uma coisa dessas?! Nunca mais vais ter sossego!”
domingo, julho 23, 2006
A Solução!
Quem, como eu, vive numa zona onde a densidade de "lulus" é elevada, e é obrigado constantemente a gincanas entre marcos biodegradáveis, amaldicoando os "tios" e "tias" que são chiquérrimos para tudo, menos para apanhar os presentes dos seus inseparavéis companheiros, vai concerteza adoptar a idéia e passar a denunciar os donos dos responsáveis por tão elevada produção de estrume...
domingo, maio 28, 2006
Ligações
-"Ligações??? Mas que raio inventou este agora? Será que é mais uma tipo Aloe Vera?"
Parece que ouço a pergunta a ressoar nas mentes dos meus leitores (eu sei que são só quatro, mas ressoa na mesma).
Não. Foi só uma maneira de chamar a atenção para o facto de ter acrescentado do lado direito, por baixo do Site Meter, um item com o nome de LINKS (ligações, segundo a Wikipedia - Dahhhh!).
Não. Foi só uma maneira de chamar a atenção para o facto de ter acrescentado do lado direito, por baixo do Site Meter, um item com o nome de LINKS (ligações, segundo a Wikipedia - Dahhhh!).
Nele constam, para começar, ligações para os blogs de três dos meus leitores e amigos, que aconselho vivamente.
sexta-feira, maio 12, 2006
Aloe Vera
Eis duas palavrinhas que de repente, entraram no nosso vocabulário do dia-a-dia.
E o que é a Aloe Vera? Nada mais nada menos que uma plantinha tipo cacto, com o nome latino de Aloe barbadensis, conhecida já no tempo dos Egípcios pelas suas propriedades medicinais e curativas.
Desde que as máquinas publicitárias descobriram que a plantinha, para além de fazer bem a uma série de coisas, soava e vendia ainda melhor, o fenómeno tornou-se imparável.
Ele são iogurtes com sabor e pedaços de Aloe Vera, sumos com Aloe Vera, champôs e cremes com Aloe Vera, detergentes com Aloe Vera… Não faltará muito veremos cuecas com Aloe Vera e software com Aloe Vera…
Pois bem! Este Vosso kahlix, sempre com um pé no futuro, orgulha-se de ser o primeiro blog do hiperespaço com... ALOE VERA!!!
Ele são iogurtes com sabor e pedaços de Aloe Vera, sumos com Aloe Vera, champôs e cremes com Aloe Vera, detergentes com Aloe Vera… Não faltará muito veremos cuecas com Aloe Vera e software com Aloe Vera…
Pois bem! Este Vosso kahlix, sempre com um pé no futuro, orgulha-se de ser o primeiro blog do hiperespaço com... ALOE VERA!!!
Aqui está ela!

Aloe barbadensis
segunda-feira, janeiro 02, 2006
2006 - O Primeiro Engano
2006!!!
Cá estamos nós! Mais um ano que passou, mais outro que começa... Cheiroso e novinho em folha!
Chega limpo e alvo, indelével, qual fralda descartável de criança, prontinho a ser usado, para que o Homem possa, mais uma vez, fazer aquilo que as crianças fazem nas fraldas descartáveis…
Um Ano que promete, pois numa medida original e inovadora, nunca antes tentada, o Estado resolveu, logo aos primeiros segundos, brindar-nos com alguns pequenos aumentos de coisitas sem importância, como os combustíveis, a electricidade, as portagens…
Já agora, e a título de fait-divers, repararam no pormenor de que 2005 teve um segundo a mais? É que devido ao período de rotação da Terra não ser de 24h exactas, de quando em vez é necessário fazer um pequeno ajuste.
Já agora, e a título de fait-divers, repararam no pormenor de que 2005 teve um segundo a mais? É que devido ao período de rotação da Terra não ser de 24h exactas, de quando em vez é necessário fazer um pequeno ajuste.
Assim, enquanto estávamos todos a tentar engolir as passas sem nos engasgar, equilibrando a taça de Ricardona (porque o Moët-Chandon está pela hora da morte) na outra mão, tentando não cair da cadeira onde empoleirados fazíamos malabarismos, armados em catatuas etilizadas, e seguindo atentamente o relógio da televisão, que já não é uma simples contagem decrescente, mas um elaboradíssimo comercial a vender uma cerveja qualquer, e simultaneamente tentávamos não nos enganar com o pé que tem de descer primeiro, eis que chega a hora e pumba! Ano Novo, taça goela abaixo, tchim-tchins, beijinhos e abraços, e o primeiro engano do ano! O segundo 1 afinal ainda era de 2005….
Mas não há-de ser nada. Eu até sou um optimista fanático... Expresso aqui os desejos de, daqui a um Ano, estarmos todos, mais ricos, mais felizes, mais saudáveis, a fazer a mesma figura triste em cima da cadeira…
BOM ANO!!!
BOM ANO!!!
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