sexta-feira, setembro 14, 2018
Voltei. Voltei?
Preguiça, outras prioridades, Facebook....
Sim, Facebook. De alguma forma ficou mais fácil aproveitar as inúmeras visitas diárias para lá fazer publicações.
Originais? Nah!... partilhadas de outras pessoas e fontes, como quem baralha e torna a dar um baralho de imagens, videos, músicas, frases, pensamentos e "charges", uma salada russa de coisas que me pareceram interessantes de partilhar. Afinal, "nada se cria, tudo se copia".
Mesmo assim, ainda consegui publicar algumas coisas minhas, no meio de tantas partilhas.
E este blog cá ficou. Adormecido, como repositório de memórias de outros tempos.
Tempos esses que mudam! O "Face", estrela do firmamento das redes sociais, está cada vez mais decadente. As minhas visitas são cada vez mais raras, e cada uma me retira um pouco da vontade de lá regressar.
Ofuscado pelos Instagram's da vida, o Facebook é um excelente exemplo de como o ótimo pode matar rapidamente o bom. Tantas "melhorias" nos últimos tempos conseguiram finalmente transformar o cachorrinho alegre e saltitante num vira-lata obeso e pulguento...
Por isso, e antes que o FaceBook siga os passos do Orkut, resolvi recuperar alguns dos meus escritos e colocá-los aqui. Aqui, de onde nunca deveriam ter saído.
Começarei re-publicando algumas coisas que ainda estão no face, mesclando com coisas recentes e originais, se a tanto me ajudar a minha leda musa...
Sapato Não....
domingo, maio 10, 2015
Dia da Mãe
Hoje é Dia da Mãe no Brasil.A data é celebrada aqui no segundo Domingo de Maio.
Noutros países, como Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique, celebra-se no primeiro Domingo deste mês.
O mais importante mesmo é que Mãe não tem dia.
Sempre estão nas nossas vidas para nos proteger, mimar, secar nossas lágrimas, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
E quando um dia deixam de estar, aí é que damos valor.
Por isso não esperem o Dia das Mães para amar as vossas.
Toda a mãe gosta de receber um presente. Um abraço, um beijo, um carinho, um telefonema a saber como está, têm um preço infinitamente pequeno comparado com o que valem.
E pode ser todos os dias. Elas não vão enjoar...
Feliz dia, todas as mães do mundo!
Feliz dia, Mãe! Amo-te muito!!! Sempre.
domingo, maio 23, 2010
Eça de Queiroz sempre actual
"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá ...vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par , a Grécia e Portugal".
É impressionante a actualidade deste artigo. Aliás, os escritos do Eça deixam-me sempre a ideia de que poderia ser um comentador político actual, mas de qualidade superior aos que infelizmente estamos habituados.
Afinal, a conclusão só pode ser uma:
Os nossos políticos já estão mortos há mais dum século sem que ninguém os tenha avisado...
quarta-feira, março 03, 2010
As Famílias Verdadeiras
Este texto é do Jornal Público, secção P2. Sexta-feira 26 de Fevereiro de 2010. Não sou grande leitor de jornais, mas ainda bem que há gente atenta que nos alertas para estes marcos importantes da opinião.
É um comentário à manifestação contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Só tenho pena de uma coisa: Não ter sido eu a escrever isto.
Os meus parabéns à autora do texto. Para ler, e pensar.
«Há algo de fascista em ir para a rua lutar não pelos nossos direitos, mas contra os direitos dos outros.
E definitivamente houve algo de fascista na manifestação lisboeta pela “família verdadeira”. PNR? Acção Nacional? Bandeiras negras? Acusar homossexuais da “destruição sistemática da sociedade”? Não soa a nada?
Esqueceram-se como Hitler tratou do assunto? E não será isto anticonstitucional? ´
Mas não sei o que é pior, se a organização ter acolhido um punhado de neonazis, se aqueles milhares de pais extremosos com filhos às cavalitas, certamente convencidos de que não estavam a fazer mal a ninguém, deus os livre.
Pois estavam, pois estão. Como lembra aquele poema da Sophia sobre as pessoas sensíveis que não matam galinhas mas comem galinhas.
Impedir que os outros tenham direito ao que nós temos é fazer o bem?
Nem toda a gente crê na vida eterna. Muita gente corre contra a morte sabendo que vai perder. Por isso é que Larry David defende no último filme de Woody Allen whatever Works. Tudo o que nos der um pouco de alívio, de confiança, de alegria. E se esse tudo inclui o casamento, que seja para todos.
Pergunto eu então às tão autoproclamadas famílias verdadeiras: quem vos dá o direito de dizer à sociedade que ela seja o que já não é?
Quem vos dá o direito de dizer à mãe de um homossexual que a família dela não é verdadeira? Deram-se ao trabalho de pensar no que mães, pais, filhos ou avós de homossexuais sentem ao ler os vossos cartazes?
Não vêem a arrogância disto? A violência?
Será fazer o bem achar que vocês são os verdadeiros e os outros são falsos? A família verdadeira é aquela que se mantém à custa de mentira, traição neurose? Não será, antes e finalmente, amor, clareza, coragem? Não serão famílias verdadeiras todas aquelas que querem, e conseguem, estar juntas?
A melhor herança do Novo Testamento é amor, amor e amor. Então dediquem-se a fazer o amor, espalhem todos esses sentimentos cristãos e deixem viver os que querem viver. Olhem para os vossos filhos, para os vossos pais, para as crianças abandonadas, para quem tem fome, frio, medo e está doente. Dêem-lhes todo esse tempo investido na promoção da suposta família verdadeira. E parem de atrapalhar o trânsito com assuntos que não são da vossa conta.
Eu não quero decidir em referendo o que dois adultos legalmente responsáveis fazem um com o outro porque não é da minha conta. E tenho as minhas ideias sobre o que os arruaceiros, gente que humilha, insulta e exclui sob protecção policial, e se propõe consumir dinheiros públicos a decidir ávida dos outros.
Sim, creiam, os homossexuais vão casar e ter filhos, é o futuro.
Ninguém discriminado por raça, religião ou orientação sexual, lembram-se? Talvez os vossos filhos vos possam ensinar.»
Alexandra Lucas Coelho
Jornal Público, secção P2. Sexta-feira 26 de Fevereiro de 2010
domingo, dezembro 06, 2009
Rápido
Devia ter vergonha, e tenho.
Falta de tempo, falta de inspiração, não sei.
Tanta coisa que aconteceu...
Grandes alterações, novos rumos, novos peões no jogo da vida.
E um ano que se encerra, marcando uma nova etapa na linha do destino.
Poderia escrever muito mais, mas vai ficar para uma nova oportunidade.
Por agora ficamos assim, à laia de "teaser".
Uma só certeza:
Voltarei!
terça-feira, março 10, 2009
Travessia
Raramente esta travessia é solitária. Cruzamo-nos com outras canoas que singram em direcções distintas. Algumas seguem a nossa rota, por vezes muito antes de termos iniciado a nossa viagem, acompanhando-nos, indicando-nos o melhor rumo, alertando-nos das tempestades que se aproximam, fazendo com que a nossa viajem seja menos solitária. Partilham connosco alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, numa rota comum.
Umas, continuarão para lá do nosso horizonte.
Outras, deixam-nos a meio da nossa viagem, atingindo os seus destinos antecipados.
São essas que doem. Deixam um vazio do tamanho do mundo que parece nos querer engolir.
Como no Mar, a água da Vida não pára. O destino da nossa canoa está traçado, e o nosso objectivo definido. A saudade transforma-se lenta e dolorosamente em lembrança, e é ela um dos motores da nossa travessia. Resta-nos apontar a proa ao futuro, e seguir de cara ao vento, preparados para todas as marés que ainda teremos de enfrentar.
domingo, abril 20, 2008
Cozer Marisco 2
- a Sapateira e Santola Media (700/1000 Grs) têm o mesmo tempo de cozedura (15 min)
- a Navalheira são 5 min de cozedura
- o Percebe ou Perceve é só levantar fervura!
Quanto ao Ari, de quem a contribuição é bem-vinda, não deixarei de lhe fazer uma visita da próxima vez que for para os lados de Portimão.
sábado, março 15, 2008
Loja de Sonhos
Oiço o bruaá da rua, retorcido pelos frios corredores até passar a porta como um marejar indefinido, donde saltam palavras vagamente reconhecíveis, desconexas.
Aguardo, e observo. Do meu esconderijo, entre dezenas de artigos vistosos que pendem como estalactites, vejo quem passa em frente à montra.
Namorados de mão dada, crianças em longas correrias, mães e pais de família em passeios rotinados de fim de tarde, circulam com ar de quem o faz como alternativa obrigatória a passar uma tarde no sofá em frente à televisão, com a indiferença da paixão há muito adiada sentada entre eles.
Jovens e menos jovens, sós, aos pares ou em grupos, homens e mulheres, crianças. Gente alegre, gente triste, gente simplesmente.
Anjos, Demónios, sentimentos, tudo desfila em frente à minha loja.
Casais que passam, eles determinados e de passo firme, elas ficando para trás e espiando pelo canto do olho, para logo de seguida em passos rápidos de dança, ladear o marido.
Alguns, param. Miram a montra vistosa, arrumada. Os seus rostos reflectem curiosidade. Trocam olhares cúmplices. Intrigados sobre a utilidade dos artigos expostos, deixam sorrisos de Mona Lisa bailar-lhes nas faces. Eventualmente, entram.
Invadidos pelas cores e aromas exóticos, parecem crianças deslumbradas.
Outros, decididos, franqueiam a porta com a certeza de quem tem a receita de todos os males para aviar.
Trazem histórias de vida sofridas, que trocam por atenção e esperança. Partilham experiências e buscam conselho. Desvendam os segredos mais recônditos. Saem com a leveza de quem se acabou de confessar.
Fico com uma certeza.
Nunca as grandes superfícies irão substituir a lojinha tradicional.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Shakesbeer
Pois bem, existe! Chama-se Shakesbeer e está no Porto, no Campo Alegre.
Um local bem aprazível, com uma belissima esplanada para quando o tempo o permite, e um estacionamento público a 50 metros.
Os pratos são deliciosos e a apresentação irrepreensível, a tocar o artístico. Mas não temam. Estamos no Norte e como não podia deixar de ser, a quantidade nada tem que ver com as doses homeopáticas da haute cuisine.
Da ementa constam acepipes como o carpaccio de salmão, a minha entrada de eleição, vitela em vinha de alhos ou bacalhau com broa. Para vos dar idéia dos trabalhos em que podemos enveredar, apenas quatro palavrinhas:
Francesinha de Porco Preto.
As sobremesas elevam ainda mais o nível. A mousse de chocolate elaborada com três tipos deste produto, um dos quais branco, é um exemplo. Cuidado para não se babarem no teclado...
O serviço é simpático, e os preços embora médios, não te fazem sentir enganado.
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quarta-feira, novembro 14, 2007
Feeling Blue
Eis que janto só, mais uma vez. Sinto falta da minha amada, que gostaria que estivesse aqui comigo. O jantar está a ser preparado, mas as entradas e duas cervejas já lá vão...
Será por isso que me sinto assim? Será isso a causa de estar furiosamente a escrever isto no telemóvel como se não houvesse amanhã (papel e lápis são coisas démodé), enquanto os filetes de polvo convidam o arroz e a salada a virem à minha mesa?
Ataco-os sem piedade assim que chegam.
Mas o bichinho leva-me a interromper o massacre, de duas em duas garfadas, para escrever mais umas linhas... E eles vingam-se arrefecendo furiosamente!
Insisto. Pelo menos enquanto saboreio uns e escrevo outras, não penso na solidão.
Termino com uma pratada de tiramisú. Será que estou carente?
terça-feira, outubro 16, 2007
Hoje apetece-me... Bocage!
Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage, nascido em Setúbal (1765-1805) e sobejamente conhecido, mais pelas anedotas e dichotes do que pela poesia “séria”, é também autor dum vasto número de poemas eróticos bastante ousados.
Aqui fica uma dessas pérolas, com ”bolinha” no canto superior direito do monitor:
A ÁGUA
Meus senhores eu sou a água
Que lava a cara, que lava os olhos
Que lava a rata e os entrefolhos
Que lava a nabiça e os agriões
Que lava a piça e os colhões
Que lava as damas e o que está vago
Pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está a água
Que rega a salsa e o rabanete
Que lava a língua a quem faz minete
Que lava o chibo mesmo da rasca
Tira o cheiro a bacalhau da lasca
Que bebe o homem que bebe o cão
Que lava a cona e o berbigão
Meus senhores aqui está a água
Que lava os olhos e os grelinhos
Que lava a cona e os paninhos
Que lava o sangue das grandes lutas
Que lava sérias e lava putas
Apaga o lume e o borralho
E que lava as guelras ao caralho
Meus senhores aqui está a água
Que rega as rosas e os manjericos
Que lava o bidé, lava penicos
Tira mau cheiro das algibeiras
Dá de beber às fressureiras
Lava a tromba a qualquer fantoche e
Lava a boca depois de um broche.
Maria Moranga
Nem mais nem menos que um restaurante, muito simpático, ali para os lados da Igreja de Jesus em Lisboa, entre o Príncipe Real e S. Bento.
Apesar de ser dum amigo de infância, sabem que não vos recomendaria se não valesse a pena. E vale!
É não só agradável ao almoço, mas também um local óptimo para jantar com alguém especial.
Os pratos, deliciosos, como o Arroz de Pato no Forno, O Caril de Camarão e a Cachupa, intercalados entre a Farinheira com Ovos Mexidos e as Mousses de Manga ou Chocolate, e a excelente selecção de vinhos, alguns servidos a copo para quem não arranja companhia no momento de degustar o néctar dos Deuses, e acima de tudo, a simpatia e honestidade do serviço, deixam marca.
Para diferenciar, o conceito de ser "Chef Por Um Dia", que vos convido a ver no Blog do Maria Moranga, onde para além disso podem consultar a ementa do dia.
Quanto ao preço, nada que obrigue a agarrar num jornal e ir estacionar uns carros enquanto a cara metade toma o café...
Ah! Já me esquecia. Há um parque público subterrâneo bem pertinho, para deixarem os pópós em segurança.
Um Must!
Kahlix
quinta-feira, outubro 11, 2007
Pensamentos IX
Alfred E. Newman
Pensamentos VIII
O Mágico fez um gesto e desapareceu a fome.
Fez outro gesto, e desapareceu a injustiça.
Fez um terceiro, e desapareceram as guerras.
O Político fez um gesto, e desapareceu o Mágico...
domingo, agosto 12, 2007
Os Voluntários da Vidigueira
Os voluntários da Vidigueira chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate. Passaram em grande velocidade e, sem parar, dirigiram-se resolutamente, em linha recta, para o centro do incêndio! Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam. Estupefacta, a população assistiu a tudo. Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se em duas áreas fácilmente controláveis. Passado pouco tempo, o fogo estava dominado !!!
O dono do monte respirou de alívio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas. Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira, pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5.000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros :
-"5.000 euros ! Já pensou o que vai fazer com todo esse dinheiro ?"
-"Penso que é óbvio, não é ?" - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete - "A primeira coisa que vamos fazer é mandar arranjar os travões do nosso camião !!! ...
segunda-feira, agosto 06, 2007
Pensamentos VII
é algo que um imbecil não fez em tempo útil e querem que tu, o otário,
se desenrasque para fazer em tempo recorde!!
A Cigarra e a Formiga
No fim do Outono, com o tempo chuvoso a começar a arrefecer, estava a Formiga à lareira a fazer o inventário do que tinha recolhido durante o Verão com o seu árduo trabalho, quando bateram à porta. Foi ver.Era a Cigarra, que tinha acabado de descer do seu vermelhíssimo Ferrari acabado de comprar, toda envolta em casacos de pele e roupas de marca.
- Estás com muito bom aspecto - disse a Formiga - e esse Ferrari, é teu?
Sim - respondeu a Cigarra - O Verão correu-me bem. Fartei-me de ganhar dinheiro a cantar e fazer espectáculos, e agora vim-me despedir de ti, pois vou dar um saltinho a Paris antes de ir para os trópicos passar o Inverno.
Queres que te traga alguma coisa de Paris? - perguntou a Cigarra.
Sim, queria que me fizesses um favor - pediu a Formiga - Gostaria que passasses por casa do Messieur de La Fontaine, e lhe dissesses que é um grande filho da puta!!!
terça-feira, julho 31, 2007
Mãe é Mãe... Sogra é Sogra...
- Como vão os seus dois filhos... A Rosa e o Francisco?
- Ah, minha querida... A minha filha Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. Acredita que ele se levanta de madrugada para mudar as fraldas do meu neto, prepara o pequeno-almoço, lava a loiça e ajuda na limpeza da casa, e só depois vai para o emprego?! Benza-o Deus, aquele meu genro.
- Ah, minha amiga... Que óptimo! E o seu filho, o Francisco? Também se casou?
- Casou-se sim, querida. Mas coitadinho, teve muito azar. Casou-se muito mal... Veja lá que ele tem de se levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu neto, preparar o pequeno-almoço, lavar a loiça e ajudar na limpeza da casa. E depois de tudo isso ainda vai trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora!!!



